Mala extraviada, e agora?

Perder bagagem é uma das piores coisas que pode acontecer a um viajante

O extravio de malas é uma das piores coisas que pode acontecer aos viajantes. Depois de longas horas no avião, nada melhor do que pegar as malas, se instalar no quarto e começar a tão esperada viagem. Descubra como proceder, caso o problema de mala extraviada ocorra com você.

Com a bagagem perdida podem ocorrer sérios danos morais ao consumidor que confiou os seus pertences nos serviços aeroportuários. Não são apenas às malas perdidas. Diversos passageiros reclamam que peças de roupas, relógios, entre outros diversos artigos, somem inesperadamente. Com os brasileiros viajando mais de avião existem mais malas extraviadas.

A terrível forma com que as bagagens dos passageiros no Brasil são tratadas já está ganhando enorme fama mundial. Hoje em dia, deixar as malas atrás do balcão é manter uma preocupação junto ao coração que fica apertado só de saber que existe uma boa probabilidade de nunca mais revê-las.

Uma medida que sempre deve ser tomada é o cadeado. Quase 50% das bagagens embarcadas que não estão devidamente trancadas acabam sofrendo algum tipo de revés interno. Outra dica é não levar elementos de valor dentro do compartimento.

Porém, as empresas podem negar transportar a bagagem caso o conteúdo traga objetos de valores. Na hora do embarque o funcionário vai analisar a ficha do despache, e só depois decidir se o transporte será permitido. Objetos como joias caras, notebooks, câmeras e relógios estão sendo barrados constantemente.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor as empresas são obrigadas a devolverem todo o valor dos objetos e pertences, inclusive o da mala em si. Contudo, muitas pessoas estão entrando na justiça uma vez que o código também diz sobre danos morais por direitos violados.

Quem for uma vítima deve primeiramente tentar um acordo com a empresa. Não havendo solução satisfatória o jeito é seguir para o judiciário. E naturalmente que a grande maioria das pessoas que entram com ações está ganhando. Com a falta de estrutura nos serviços, o aeroporto dá um tiro no próprio pé.

Depois da perda, o consumidor deve comunicar prontamente a problemática à administração do aeroporto e depois registrar queixa na ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil). Com estes dois processos, a justificativa da reivindicação de direitos está garantia.

Somente neste primeiro semestre o aeroporto de Brasília contou com mais de 1800 ações indenizatórias de consumidores que reclamam do extravio. Os juizados especiais de todos os aeroportos brasileiros estão passando pela mesma situação de luta contra excessos de processos na justiça.

Muitos querem trazer diversos presentes do exterior, contudo, diante as circunstâncias atuais, não é muito aconselhável agregar muitas unidades de maletas.

A viagem está bem mais facilitada do que há dez anos, junto com o câmbio mais favorável. Contudo os serviços não acompanharam a demanda.  Na prática este é apenas mais um problema que explicita as péssimas condições dos serviços aeroportuários brasileiros.

Foto: nep no Flickr

Autor: Renato Duarte Plantier

Redator na rede de blogs The Diktyo SL. Coproprietário e Redator de blogs informativos em AsemioticanaWeb

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