Dicas para fazer trilhas (Parte II)

Dicas para uma trilha perfeita
Dicas para uma trilha perfeita
No primeiro artigo foi exposto que o planejamento representa ponto indispensável em visagens do gênero. Porém, ainda existem outras dicas para que a sua trilha seja feita de maneira perfeita. Confira o segundo artigo!

Cuidados com Trajetos

Mantenha a trilha planejada no início da viagem. Evite os atalhos feitos para cortar caminho, se lembre de que o trajeto seguro também faz parte do espírito de aventura com consciência. Ambientalistas indicam que estes caminhos podem favorecer a erosão do solo, afetando por consequência nas raízes das espécies vegetativas presentes no local. Sem contar que o ato de sair do plano planejado pode trazer situações adversas.

Não é necessário se arriscar sem necessidade. Salvar pessoas dentro da mata é custoso em dinheiro e na natureza que fica abalada com a presença de helicópteros e outros tipos de aportes ao resgate. Dependendo da situação pode levar alguns dias concentrando força de bombeiros e policiais que poderiam resolver outros problemas. Necessário fazer o cálculo do tempo gasto para completar o roteiro, que por sua vez também não pode ser modificado. Interessante ainda levar celulares carregados, de preferência com operadoras diferentes.

Cuidados com o Lixo

Tenha a certeza de que todo o lixo foi removido.  A paisagem deve ficar com imagem como se ninguém tivesse passado pelo local. Necessário retirar todas as evidências situadas no ambiente. Jamais enterre ou queima os resíduos. As embalagens não conseguem se queimar por completo, demorando longos anos para encontrar a decomposição. Os animais podem alimentar-se e por consequência ficarem doentes.

Cuidados com a Natureza 

Jamais construa estruturas ou corte árvores, independente se estão mortas, vivas, ou mesmo tombadas. Podem servir de abrigos para diversos animais que já fixaram moradia no local há gerações. Neste sentindo se faz necessário resistir de levar lembranças para casa. Todos os artefatos naturas precisam ficar intactos. As memórias devem ser registradas apenas nas máquinas fotográficas.

Fazer fogueiras consiste no pior erro que os visitantes podem cometer. O fogo representa veneno danoso ao solo, sem contar que podem gerar incêndios de proporções consideráveis. Iluminação necessita ser feita com lanterna, ao passo que para cozinhar se faz necessário o uso do fogareiro portátil. Utilize equipamentos a gás, visto que a querosene quando derramada no solo causa grande danos. Enfim, todos os cuidados com a natureza e ecossistemas são bem vindos.

A regra final está em ser cortês com os demais visitantes. Ande de forma silenciosa para respeitar o ouvido dos outros humanos e animais. Aliás, bichos de estimação devem permanecer em casa!

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Foto: oagani.blogspot.com

Parque Nacional do Jaú

Parque Nacional do Jaú em Roraima
Parque Nacional do Jaú em Roraima

O Parque Nacional do Jaú está abrangido em Roraima e no Amazonas. Fundado no início da década de 1980 do ano passado, conta com administração realizada pelo ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Em 2000 entrou na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO. Traz parte da exuberante Floresta Amazônica, considerado bioma com maior diversidade nas espécies de animais e vegetais. Local indicado aos que desejam realizar trilhas para contemplar belezas naturais ou fazer canoagem proporcionada pelas movimentações do rio Carabinani.

Traços Culturais

Na região aconteceram os primeiros passos de colonização no Amazonas por indígenas, há milhares de anos. Por este motivo, existem alguns traços marcados por batalhas entre tribos em busca da posse dos territórios. Artefatos de cerâmicas, escritos em pedras e instrumentos musicais representam achados que evidenciam a presença milenar na região.

A bacia do Jaú banha o parque que possui o mesmo nome oriundo de uma das maiores espécies de peixes brasileiros encontradas na região em ampla diversidade. O termo é de origem tupi. Talvez a maior particularidade do parque esteja no fato de abrigar em unidade de conservação um rio extenso. O Parque Nacional tem aproximados 2.367 hectares na área prevalência de ecossistema com águas pretas.

Características Naturais

Na região são encontradas florestas densas e abertas, sendo que existe pelo menos um jacaré para cada quilômetro, o animal com maior habitat no Parque Nacional do Jaú. Traz clima típico das florestas tropicais brasileiras, ou seja, variação entre 22 C° e 33 C° na maior parte do ano.

Amaná: Considerado como maior lago do território amazônico. Junto com as riquezas naturais representa principal atração no Parque Nacional do Jaú.

Como chegar ao Parque Nacional do Jaú?

Clima úmido que proporciona a evolução das florestas tropicais. Quem segue da capital do Amazonas, Manaus, pode fazer viagem de lancha ou barco via Rio Negro até chegar ao território de Novo Airão, viagem que podem demorar até dezoito horas. Na sequência é necessário alugar outra embarcação para chegar à estrada Manacapuru / Novo Airão via Rio Jaú. Necessário pagar três reais para fazer a visitação turística no parque que está aberto das 07h às 18h.

Visitantes encontram período ideal para fazer a visita entre julho e novembro. Entre dezembro e abril há alta incidência de chuvas. As hospedagens são encontradas em Novo Airão ou Barcelos. Interessante notar que dentro da estrutura há alojamento para pesquisadores e centro de visitantes – duas estruturas são flutuantes.

Foto: historiofobia.blogspot.com

Dicas para fazer trilhas

Confira dicas para fazer trilhas
Confira dicas para fazer trilhas
É tempo de aventura! Necessário estar preparado em diversos aspectos para que a trilha não se torne lembrança negativa de passeios trágicos, fato que pode traumatizar as pessoas e por consequência espantá-las do convício com a natureza necessário para que o próprio ser-humano tenha vida saudável. Confira dicas para fazer trilhas.

Como planejar a trilha?

O primeiro passo está no contato direto com a administração da área natural antes de começar a arrumar as malas. Existem locais em que está proibida a presença de seres humano. Em outras, entradas de veículos motorizados estão proibidos por causa do alto risco de mudar o comportamento natural dos nichos ecológicos, qualidade do solo e da atmosfera.

Fique atento com as condições climáticas que existem na região. A previsão do tempo se faz necessário para que a chuva não torne o caminho escorregadio. Também pode prejudicar os planos de acampamentos, caso existe possibilidade de fazer a instalação turística.

Especialistas dizem que não é interessante confiar 100% nas previsões do tempo, visto que a temperatura pode mudar de maneira repentina, principalmente nas regiões montanhosas durante o verão. Necessário não abrir mão do equipamento de proteção contra chuvas, caso das jaquetas, luvas e capas de plástico.

Algumas vezes podem existir cavernas que sem preparo para o frio podem se tornar impossível de serem visitadas, mesmo nas temperaturas quentes no lado externo. Grandes grutas são geladas todos os dias do ano. Até mesmo as regiões com cachoeiras podem trazer mudanças repentinas na temperatura.

Não se esqueça de que a presença de guias profissionais é necessária, em grosso modo nas regiões que não são conhecidas de maneira perfeita. Somente após longos anos fazendo o mesmo trajeto pode-se viajar sozinho na aventura florestal.

Se estiver de moto é aconselhável viajar com alguém na garupa Tenha em mente de que as estradas brasileiras estão cada vez mais perigosas. A saída pode estar em fazer viagens em grupo, mas alguns experientes afirmam que existem grandes chances da aventura virar bagunça em nível jovial.

Nada contra a maré ao escolher a região para fazer a trilha. Ou seja, esqueça os locais que ficam abarrotados de pessoas durante os feriados e períodos de férias. Não é preciso ser um expert para saber as inúmeras vantagens desta escolha segura e eficaz.

Leve alguns sacos de plásticos para recolher todos os tipos de lixos, não deixe nada na natureza. Alguns resíduos podem encontrar longos anos para serem decompostos.

Foto: ::. glutz08 .:: no flickr