O crescimento das viagens de navio no Brasil

Navios de cruzeiros oferecem muito conforto e luxo

Os cruzeiros estão sendo muito requisitados pelos turistas brasileiros. Antes, a viagem que parecia reservada a certo tipo de segmento de público começa a abrir certas portas para grande população trabalhadora. Trocar experiências pessoais e profissionais, praticando outras línguas como a inglês e espanhol Continue lendo “O crescimento das viagens de navio no Brasil”

Couchsurfing

Reunião couchsurfing

O Couchsurfing [‘surfando no sofá’, em tradução livre] é uma das grandes tedências mundiais em turismo e ganha cada vez mais adeptos. Para quem ainda não ouviu falar, a comunidade couchsurfing funciona na internet e coloca em contato viajantes do mundo inteiro. O objetivo dos que se cadastram nesta rede de relacionamentos é, por um lado, conseguir se hospedar a custo zero na casa de um dos adeptos desta modalidade de hospedagem e, por outro, também disponibilizar um lugar em sua própria casa para outros viajantes.

Criada por um norte-americano em 1999, hoje conta com mais de 2 milhões de membros dispostos a compartilhar sofás e experiências. Em linhas gerais, funciona da seguinte forma: depois de criar um perfil no site, pesquise por um membro que ofecereça hospedagem na cidade que pretende visitar. Escreva uma mensagem à ele perguntando sobre a possibilidade de um sofá vago e aguarde a resposta. Por outro lado, mesmo não sendo obrigado, você também tem a opção de oferecer um sofá para outros couchsurfers. Questão de cortesia com outros que já o hospedaram.
A proposta da comunidade de surfistas de sofá, assim como a dos albergues, é a de conectar pessoas de diferentes culturas e origens. A única diferença é que o couchsurfing promove o intercâmbio cultural sem cobrar diárias de hospedagem.

Ficou interessado? Então aqui vão algumas dicas:

Crie um perfil com informações detalhadas sobre você e inclua muitas fotos

Um perfil com muitas fotos (suas e do lugar onde vive) e informações completas e honestas (preferências e interesses) fará aumentar consideravelmente suas chances de conseguir alguém para hospedá-lo e, caso esteja disposto a receber hópedes, de evitar pessoas incompatíveis. Não sabe exatamente o que escrever? Uma dica é visitar outros perfis e tomar como modelo aqueles que mais o interessaram.

Antes de aceitar um pedido de hospedagem ou de se hospedar na casa de alguém certifique-se de que são pessoas confiáveis

O site couchsurfing tem o mesmo estilo de funcionamento de um E-Bay ou Mercado Livre. No perfil é possível saber que tipo de referências – positivas, neutras ou negativas – o membro já recebeu, tanto na condição de surfista como na de anfitrião. No geral, os motivos negativos alegados não são realmente graves e, sim, relativos. Caso contrário, teriam sido banidos da comunidade. Se você for um não-fumante, por exemplo, não vai gostar de chegar em casa e sentí-la impregnada pelo cheiro de fumaça. Mas se você for (um fumante), provavelmente não se importará. Portanto, o conceito de ‘negativo’ pode variar. Cabe a você decidir o que é ou não aceitável. Mas é muito difícil de encontrar referências negativas. Isso se deve ao fato de que quem dá uma referência negativa pode sofrer retaliação depois. Outra dica para conseguir informações é acessar os ‘amigos’ listados no perfil do membro. Estas pessoas já se conheceram pessoalmente e, portanto, podem passar o atestado de credibilidade.

Você pode começar a construir sua reputação oferecendo um sofá

Sem que tenha, pelo menos, algumas referências a seu respeito, a partir da opinião de outros membros, é difícil que alguém aceite hospedá-lo. Esta modalidade pressupõe confiança mútua. Além do lugar para ficar, muitas vezes o anfitrião oferecerá as chaves de sua própria casa aos hóspedes. Portanto, é uma questão de segurança. No entanto, ao oferecer um sofá, além de poder escolher os seus hóspedes, sua reputação começará a ser construída a partir da opinião deles.

Para informações mais detalhadas sobre a comunidade e como funciona, acesse o site do Couchsurfing. A maior parte das informações está em inglês e não tem tradução para o português. Então, caso você resolva aderir à comunidade, está aí uma ótima oportunidade de começar a aprender ou a desenferrujar seu inglês.

Foto: Ramon Stoppelenburg no Flickr

Troca de casas é uma das modalidades de hospedagem que mais crescem no mundo

Casa da praia

A troca de casas como alternativa de hospedagem já existe há alguns anos. Entretanto, sem a ajuda do mundo virtual, a disseminação da proposta ficava restrita à circulação de pesados catálogos, onde os anúncios das trocas eram impressas. A internet facilitou a divulgação desta idéia, que logo ganhou milhares de adeptos no mundo todo. Hoje são vários websites que oferecem esse serviçoTrocacasa, Brazil.homelink e Home for exchange –, só para citar os mais famosos.

Mesmo sendo novidade para muitos brasileiros, nos Estados Unidos e na Europa a troca de casas já conta com uma multidão de seguidores. E estes adeptos são, na sua maioria, famílias, empresários, advogados, médicos, aposentados, recém-formados. Geralmente são pessoas que possuem bom nível de educação e, é claro, um objetivo comum – conhecer novos lugares e culturas sem terem de se sentir ‘turistas’.

Para realizar a troca de casa, você só tem que se cadastrar no website especialisado que mais lhe agradar, pagar uma pequena taxa de adesão e publicar a sua oferta. Faça constar no seu perfil uma breve descrição pessoal, seu destino favorito, o que você oferece e o que você deseja, além de fotos da sua casa (interior e exterior) e, se possível, também dos arredores. O passo seguinte é fazer a busca por uma oferta, de acordo com o país ou cidade que pretende visitar, e enviar um e-mail com a sua proposta.

Apesar de muitos ficarem preocupados com a questão de ‘ter um estranho em casa’, todos os sites de intercâmbio de casas afirmam que, até hoje, jamais houve qualquer problema de roubo ou vandalismo. De qualquer forma, todos fazem recomendações. Troca de e-mails, conversas pelo telefone e a apresentação de fotos recentes, tanto dos donos da casa como da propriedade, são as formas mais seguras de se evitar futuras decepções, devido à falsas expectativas (prometer mais do que pode oferecer). Se possível, ou se achar necessário, peça referências de trocas previamente realizadas.

Durante a conversação não tenha receio em especificar o que deseja e de colocar limites ao que pode oferecer. Quando se sentir completamente satisfeito com o acordo, prepare um documento por escrito. Os modelos do acordo são fornecidos pelos próprios sites onde você se cadastrou.

O tempo das trocas depende do que foi acordado entre os membros. Geralmente, dentro de um mesmo país, varia entre uma e duas semanas. Para as trocas entre países, de uma semana a um mês. Na verdade, não existe um limite. Se a casa é sua, você decide. Caso tenha decidido fazer uma viagem com duração de alguns meses, por exemplo, os intercambistas podem se revesar na sua casa, enquanto você se hospeda nas deles.

Um último detalhe a ser considerado seria o caso de você não falar o mesmo idioma que o interessado na sua casa. A sugestão é que você utilize as traduções automáticas na internet para as as suas mensagens. O resultado poderá não ser muito bom, mas o sentido geral entende-se perfeitamente. Para as conversas telefônicas, peça ajuda de um amigo. Caso não encontre alguém,  procure um intérprete profissional. Afinal, trata-se de evitar qualquer mal entendido.

Nesse tipo de troca pode-se economizar muito dinheiro e, assim, aproveitar muito melhor tudo o que o lugar escolhido para passar as férias tem para oferecer. E para que o intercâmbio seja justo e todos saiam satisfeitos, não importa se você vive em uma mansão, em um pequeno apartamento ou em uma casa alugada; o importante é que exista algum conforto para oferecer.

Foto: skagman no FlickrCasa