Brasília (Plano Piloto)

Plano Piloto de Brasília, Lúcio Costa

Local das solenidades e dos palácios de arquitetura contemporânea empregada com conceitos futuristas idealizados por Oscar Niemeyer. No traçado urbanístico de Lúcio Costa, há duas regiões reservadas ao desenvolvimento residencial, são as chamadas superquadras. A estrutura neste quesito está organizada, no entanto o aumento da violência e tráfico de drogas também envolve está metrópole na atualidade.

Ruas e avenidas nunca se cruzam – no começou algo inovador, hoje em dia a estrutura já demonstra revés diante a problemática do trânsito que somente se agiganta. O que fazer para melhorar o problema? Ofuscar a estrutura de Lúcio Costa que ganhou inclusive título de Patrimônio Cultural em 1987 concedido pela UNESCO representa a melhor saída? Conheça o plano piloto de Brasília.

Um pouco de história!

Em 1957, ocorreu o edital do concurso que reuniu 26 projetos no júri de gabarito internacional, proporcionando disputa acirrada. Conteúdo normativo exigia caráter de grandeza para explicitar a vontade de crescer deste país que emergia em aspectos econômico para hoje se tornar a sexta maior potência da economia no planeta.

Lúcio Costa venceu o concurso, principalmente devido à concepção humana na qual o homem poderia estar em harmonia com a vegetação que existe na região.

Estrutura do plano piloto!

Imagine a figura de uma cruz! Agora caracterize este símbolo com a presença do município. Da parte inferior até a superior podem ser encontrados quatro tipos de escalas: Residencial, monumental, gregária e bucólica.

Nos eixos da direita e esquerda estão as escalas residenciais. Esta inovação apesar de revolucionária pode ser considerada simples e marcou de forma vitalíssima a história do urbanismo contemporâneo não somente no Brasil como no planeta todo. Possui sistema único viário cercado também por monumentos.

Somente na área central estão situados os edifícios maiores com caráter aglomerado. Restante traz extensas áreas livres que ampliam o visual da paisagem horizontalizada. Lembrança da cruz no plano geral não está presente apenas pela organização, mas sim porque simboliza a conquista.

Residencial: Presente em toda extensão da rodovia. Superquadras longas com ruas delimitadas por letras e números. Casas e grandes apartamentos cercados por extensas áreas verdes.  Praças, escolas, hospitais e comércios vivem em comunidade nas faixas residenciais.

Monumental: Local onde ocorrem decisões políticas que afetam a administração do país. Existem alguns monumentos, além da famosa arquitetura de Niemeyer apontada por alguns especialistas como a melhor de todas que já foram construídas pelo famoso arquiteto brasileiro.

Gregária: Setor reservado aos escritórios, bancos, centro de diversões e infraestrutura turística.

Bucólica: Extensas áreas verdes que abrigam parques, arborização e canteiros ornamentais. Representa a cara da cidade-parque.

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Foto: designkultur.wordpress.com

Centro Histórico da Cidade de Goiás

Centro Histórico de Goiás

Principal palco da memória histórica da cidade atrai milhares de turistas nacionais e internacionais. Quase 500 móveis tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) desde 1978. São 1.200 peças consideradas bens móveis, caso das obras de artes ou mobílias. A arquitetura religiosa influencia nos detalhes arquitetônicos das construções. Traçado irregular traz alguma influência inclusive de traços medievais. Arquitetura simples influenciada por portugueses. Fachadas se ordenam entre si junto com quintais de grande extensão. Conheça o Centro Histórico da Cidade de Goiás.

Um pouco de história

Interessante notar que esta região estava situada logo a oeste do Tratado de Tordesilhas, região pertencente à Espanha. O Centro foi fundado no ano de 1727.

Local conhecida como Sertão dos Colares, com predominância climática principal da caatinga. No século XVIII a expedição liderada pela família Anhanguera acaba culminando na descoberta de grandes jazidas de ouro nas margens do rio Vermelho.

Características dos imóveis tombados!

Casas do período colonial compostas basicamente por taipas. As paredes possuem quase meio metro de largura. O forro tipo gamela causa deslumbrante efeito estético. De forma principal a arquitetura vernaculizar permitiu com que a região fosse escolhida como Patrimônio da Humanidade.

Arquitetura vernaculizar: Vinculado com formatos simples, característicos da época na qual as tendências barrocas estavam no apogeu dentro do país.

A alma deste local também colaborou para a chegada do título da UNESCO. Pessoas simples recebem turistas com hospitalidade que está acima do convencional. Cada cidadão residente possui diversas histórias, deixando a visitação rica ainda mais rica no aspecto cultural.

Algumas construções se destacam pela onipotência e beleza, caso do Chafariz Público, Antigo Fórum ou da Antiga Cadeia (com grades de madeiras). A natureza exuberante presente no entorno realça o charme estético arquitetônico do Centro Histórico da Cidade de Goiás.

A tragédia do rio Vermelho!

Pouco meses depois do título mundial concedido pela UNESCO aconteceu tragédia natural que prejudicou grande parte das construções tombadas. No dia 31 de dezembro daquele ano de 2001 ocorreu o Grande Alagamento do Rio Vermelho, prejudicando de forma direta 150 imóveis históricos.

Em menos de dez anos a cidade foi reerguida preservando os traços da arquitetura colonial. Diversos agentes da IPHAN lideraram os projetos de reestruturação. Todavia, a sociedade goianiense se uniu em conjunto para reestruturar o centro que simboliza motivo de enorme orgulho à população local. Prédios públicos e residenciais particulares contaram com amplo apoio do governo e da inciativa privada.

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Foto: twuturismo.com.br

Parque Nacional da Serra da Capivara

Parque Nacional da Serra da Capivara

Principal patrimônio brasileiro quando o assunto é pré-história, matéria que infelizmente não ganha atenção necessária do governo em nível nacional. Local no qual arqueólogos se reúnem para desenvolver infinitos tipos de estudos sobre a tematização. Localizado na região do Piauí, representa grande ponto de visitação turística do Estado. Conheça o Parque Nacional da Serra da Capivara. Patrimônio Mundial da UNESCO (1991).

Relevo formado por planícies, vales, serras e outros tipos de solos desnivelados. A caatinga predomina em grande parte da região, demandando maior atenção relacionada com conservações e restaurações de toda extensão floral e vegetativa. No parque está abrigada extensa fauna dependente diretamente das floras específicas.

ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação) e Fundação Museu do Homem Americano são as duas instituições que administram o manejo desta área que ocupa 650 mil km² do Nordeste do Brasil

• Objetivo

Proteger toda a área que hoje em dia simboliza o mais importante patrimônio pré-histórico do país. Há riquezas feitas há longos séculos, ainda conservadas devido ao equilíbrio da ecologia do local, atualmente bastante alterado.

Ecossistemas qualitativos são indispensáveis para manter as estruturas nacionais. Governo entendeu que conservação representava melhor solução para manter equilíbrio ecológico e por consequência zoneou a área na qual atualmente se encontra o Parque Nacional da Capivara.

Atrações naturais no museu a céu aberto estruturadas nas formações rochosas. Conteúdo arqueológico / paleontológico que evidenciam a presença de vida humana ou animal existentes há milhares de anos.

Características    

Sítios arqueólogos: Desde o ano de 1991 estão na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pela UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization). Considerado como o maior do continente. Artefatos cujo registro está pré-datado há aproximados 10 mil anos.

São quase 737 sítios nos quais são encontradas pinturas pitorescas (30 mil tipos diferentes, cuja maioria está em azul, primeira cor descoberta por este mundo), esqueletos humanos, tesouros, cerâmicas, entre outras categorias de artefatos. Apenas 64 sítios estão disponíveis para visitações públicas. Visitantes devem percorrer 14 trilhas oficiais para conhecer a estrutura aberta aos visitantes.

Manejo: Atividade organizada de forma principal pelo Plano de Manejo do Parque que estabelece políticas sustentáveis às populações vizinhas que utilizam matéria prima da floresta para sobreviverem. Promover manejo adequado nas ações de preservação simboliza objetivo explícito do projeto organizado pela Fundação Museu do Homem Americano.

Patrimônio: Com a chegada do reconhecimento da UNESCO (1991) o local ganhou maior visitação de turistas que partem dos lugares mais remotos do mundo somente para conhecer as gravuras rupestres pré-históricas ou os sítios arqueológicos.

Foto: debrasilparaelmundo2.blogspot.pt