Monte Verde, um charme nas montanhas mineiras

Uma das muitas pousadas de Monte Verde

Se Campos do Jordão é a Suíça do estado de São Paulo, Monte Verde é a de Minas Gerais. Aliás, ambos os lugares ficam próximos um do outro, na região da Serra da Mantiqueira. Monte Verde trata-se, na verdade, de um distrito turístico pertencente ao município de Camanducaia, no extremo sul mineiro. O charmoso vilarejo, cuja população é de aproximadamente 5000 habitantes, dispõe de cerca de 120 hotéis e pousadas com capacidade para acomodar 8000 visitantes. A época do ano mais recomendada para se visitar Monte Verde é durante o inverno, quando o frio de montanha – o vilarejo fica a mais de 1500 metros de altitude – predomina em toda a região serrana. Apesar disso, nada impede que o local seja visitado em outras épocas do ano. O clima romântico é propício para casais em lua de mel e as opções de diversão também atraem famílias e grupos de amigos.

A primeira dica aos viajantes que chegam a Monte Verde é parar no portal da vila e procurar a sede da Associação de Hotéis e Pousadas para se orientar sobre hospedagem e roteiros de passeio. Alternativas de lazer são coisas que não faltam nesse lugar, onde é possível praticar montanhismo, caminhada em trilhas no meio da mata, rafting, trecking, paintball etc. Não deixe de se aventurar na pista de patinação no gelo, uma das principais atrações de Monte Verde. O local é fechado e funciona durante o ano inteiro. Dentre as trilhas para os mais aventureiros, destaque para a Pedra Redonda e Pedra Partida, ambas com incríveis vistas panorâmicas em seus topos. Mas é no Pico do Selado, o mais alto de Monte Verde, que as pessoas podem deixar suas marcas. Porém, para escrever uma mensagem no livro do cume, é necessário ser escalador. Apenas esses esportistas podem subir ao topo do cume, por questão de segurança. Outras trilhas que levam a pontos altos da cidade são a do Chapéu do Bispo e o Platô. Vale lembrar que é necessário carregar na mala protetor solar, repelente e roupas mais pesadas.

As belíssimas casas em estilo europeu e os bons restaurantes de comida mineira são atrações a parte. Aliás, como em todas as boas estâncias de inverno, a gastronomia é um ponto forte. No caso de Monte Verde, existem inúmeras opções de queijos, licores, doces, fondues e vinhos. Pratos à base de truta, pratos italianos e a comida mineira tradicional – feita em fornos à lenha – também estão bastantes presentes nos restaurantes locais. Ou seja, Monte Verde é, de fato, um destino irresistível!

Foto pousada Monte Verde: tripadvisor.com.ar

Barretos, a capital country do Brasil

Barretos é a capital country

Com população de aproximadamente 110 mil habitantes, Barretos vê essa quantidade de gente se multiplicar com a vinda de turistas, principalmente no mês de agosto, durante a Festa do Peão de Boiadeiro. Durante o maior evento de rodeio da América Latina, a cidade chega a receber mais de um milhão de visitantes. Localizada a 420 km de São Paulo, a capital do country está no interior paulista, no norte do estado. Não é à toa que Barretos é um dos principais pólos da indústria agropecuária brasileira.

Não deixe de conhecer o Parque do Peão, onde é possível ter idéia da grandiosidade do evento que atrai milhares de pessoas para Barretos no oitavo mês do ano. É possível acessar todas as áreas, embora alguns espaços fiquem fechados nos períodos em que não ocorre a Festa do Peão. No Memorial do Peão de Boiadeiro, localizado dentro do parque, é possível conhecer a história da festa e de seu fundador, o Clube “Os Independentes”. Para homenagear a primeira festa do peão, que aconteceu nos anos 1950, o memorial foi construído em formato de lona de circo para reproduzir o modo como era o espetáculo nos primórdios. Apesar da importância desse evento, é um equívoco achar que a única razão para visitar Barretos seja apenas essa. Nos outros meses do ano, o município paulista propicia outras atrações interessantes para os visitantes. Não dá para passar por essa cidade sem comprar um chapéu de cowboy. Faz parte do “ritual” para que os turistas se sintam em casa, além de ser uma ótima maneira de se proteger do sol escaldante característico da região. O clima country em Barretos é tão marcante que até as cabines de telefone público têm forma de chapéus.

Passear pelas ruas dessa cidade requer um pouco de resistência física e um bom par de tênis. O calor no interior paulista costuma ser intenso, inclusive no inverno. Os principais pontos turísticos estão localizados nas proximidades da Praça Francisco Barreto, como a Catedral do Divino Espírito Santo. No calçadão, as pessoas encontrarão quiosques, lojas, bancos, sorveterias – é necessário num lugar tão quente – dentre outros estabelecimentos. O ambiente de cidade de interior é marca registrada na cidade. A dica é sentir esse clima e a simplicidade das pessoas na Praça da Primavera, com um projeto paisagístico muito bonito e um ar de tranqüilidade.

Vale a pena conhecer também a Estação Ferroviária de Cultura, atualmente desativada, usada apenas para contar a história da cidade. Outro lugar interessante para se conhecer é a Região dos Lagos, constituída por quatro reservatórios abastecidos pelo Córrego do Aleixo. O lugar é tranqüilo e oferece ciclovias e espaços para a prática esportiva.

Foto Barretos: verfotosde.org

Ambiente hostil do Atacama não é empecilho para a prática do turismo

São Pedro de Atacama é conhecida como capital arqueológica do Chile

Fazer turismo na região mais árida do planeta não é tarefa fácil para ninguém. E é justamente por isso que vale muito a pena conhecer o Deserto do Atacama, no norte do Chile. O ambiente hostil e inóspito está situado a uma altitude de 2440 metros acima do nível do mar. As águas das chuvas não passam de 35 milímetros por ano. Se não fosse pelo céu azul característico da Terra, poderíamos dizer que se trata do planeta Marte, já que o solo impermeável é muito semelhante ao daquele longínquo lugar.

Como em todas as regiões desérticas do mundo, o clima no Atacama é caracterizado pela grande amplitude térmica, que faz as temperaturas variarem bastante ao longo de um único dia. As altas temperaturas durante o dia, que podem chegar a 40°C, contrastam com a queda brusca de temperatura durante a noite, período em que os termômetros podem cair para 0°C. Por isso, é importante levar na bagagem roupas leves e pesadas, protetor solar e labial. É recomendável também beber muita água ao longo do dia. Por falar em água, não se dê ao trabalho de levar guarda-chuva na mala. O Atacama é o lugar na Terra que passou mais tempo sem receber chuvas. Foram mais de 1400 anos na secura total!

No meio do nada, um oásis singular serve como base para a exploração turística da região. Esse lugar se chama São Pedro de Atacama, pequena cidade que ainda guarda os costumes de povos pré-incaicos. Conhecida como capital arqueológica do Chile, a cidadezinha possui pouco mais de 2000 habitantes. Apesar de pequena e isolada, São Pedro de Atacama possui uma vida noturna relativamente agitada e os bares e restaurantes ficam abertos até de madrugada repletos de clientes. Na Rua Peñas da Caracoles, turistas de todo o mundo param para apreciar as apresentações de músicas folclóricas típicas do norte chileno. Não deixe de conhecer a Igreja de San Pedro, construída pelos colonizadores espanhóis, e o Museu Arqueológico Padre Le Paige, com suas relíquias de múmias, dentre outros artefatos.

Localizado a 33 km da cidade de  São Pedro de Atacama, o vulcão Licancabur, na fronteira com a Bolívia, é um dos principais cartões postais da região. A montanha possui 5916 metros de altitude, o que torna possível avistá-la de longas distâncias. O local era sagrado para os povos que viviam na região antes da chegada dos colonizadores da Espanha e, nos dias atuais, atrai muitos aventureiros. Para escalar essa montanha, é mais seguro entrar pelo lado boliviano, já que o terreno do lado chileno ainda possui minas instaladas, desde a época em que o Chile e a Argentina disputavam as terras dessa região.

Foto São Pedro de Atacama: oficinadeturismo.net