Couchsurfing

Reunião couchsurfing

O Couchsurfing [‘surfando no sofá’, em tradução livre] é uma das grandes tedências mundiais em turismo e ganha cada vez mais adeptos. Para quem ainda não ouviu falar, a comunidade couchsurfing funciona na internet e coloca em contato viajantes do mundo inteiro. O objetivo dos que se cadastram nesta rede de relacionamentos é, por um lado, conseguir se hospedar a custo zero na casa de um dos adeptos desta modalidade de hospedagem e, por outro, também disponibilizar um lugar em sua própria casa para outros viajantes.

Criada por um norte-americano em 1999, hoje conta com mais de 2 milhões de membros dispostos a compartilhar sofás e experiências. Em linhas gerais, funciona da seguinte forma: depois de criar um perfil no site, pesquise por um membro que ofecereça hospedagem na cidade que pretende visitar. Escreva uma mensagem à ele perguntando sobre a possibilidade de um sofá vago e aguarde a resposta. Por outro lado, mesmo não sendo obrigado, você também tem a opção de oferecer um sofá para outros couchsurfers. Questão de cortesia com outros que já o hospedaram.
A proposta da comunidade de surfistas de sofá, assim como a dos albergues, é a de conectar pessoas de diferentes culturas e origens. A única diferença é que o couchsurfing promove o intercâmbio cultural sem cobrar diárias de hospedagem.

Ficou interessado? Então aqui vão algumas dicas:

Crie um perfil com informações detalhadas sobre você e inclua muitas fotos

Um perfil com muitas fotos (suas e do lugar onde vive) e informações completas e honestas (preferências e interesses) fará aumentar consideravelmente suas chances de conseguir alguém para hospedá-lo e, caso esteja disposto a receber hópedes, de evitar pessoas incompatíveis. Não sabe exatamente o que escrever? Uma dica é visitar outros perfis e tomar como modelo aqueles que mais o interessaram.

Antes de aceitar um pedido de hospedagem ou de se hospedar na casa de alguém certifique-se de que são pessoas confiáveis

O site couchsurfing tem o mesmo estilo de funcionamento de um E-Bay ou Mercado Livre. No perfil é possível saber que tipo de referências – positivas, neutras ou negativas – o membro já recebeu, tanto na condição de surfista como na de anfitrião. No geral, os motivos negativos alegados não são realmente graves e, sim, relativos. Caso contrário, teriam sido banidos da comunidade. Se você for um não-fumante, por exemplo, não vai gostar de chegar em casa e sentí-la impregnada pelo cheiro de fumaça. Mas se você for (um fumante), provavelmente não se importará. Portanto, o conceito de ‘negativo’ pode variar. Cabe a você decidir o que é ou não aceitável. Mas é muito difícil de encontrar referências negativas. Isso se deve ao fato de que quem dá uma referência negativa pode sofrer retaliação depois. Outra dica para conseguir informações é acessar os ‘amigos’ listados no perfil do membro. Estas pessoas já se conheceram pessoalmente e, portanto, podem passar o atestado de credibilidade.

Você pode começar a construir sua reputação oferecendo um sofá

Sem que tenha, pelo menos, algumas referências a seu respeito, a partir da opinião de outros membros, é difícil que alguém aceite hospedá-lo. Esta modalidade pressupõe confiança mútua. Além do lugar para ficar, muitas vezes o anfitrião oferecerá as chaves de sua própria casa aos hóspedes. Portanto, é uma questão de segurança. No entanto, ao oferecer um sofá, além de poder escolher os seus hóspedes, sua reputação começará a ser construída a partir da opinião deles.

Para informações mais detalhadas sobre a comunidade e como funciona, acesse o site do Couchsurfing. A maior parte das informações está em inglês e não tem tradução para o português. Então, caso você resolva aderir à comunidade, está aí uma ótima oportunidade de começar a aprender ou a desenferrujar seu inglês.

Foto: Ramon Stoppelenburg no Flickr

Autor: Miriam Waltrick

Blogger na rede The Diktyo SL.Jornalista Freelance e Escritora.Curso Sequencial de Marketing pela Universidade do Sul de Santa Catarina.Curso de Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina.Formada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina.

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