Histórico Forte Duque de Caxias

Portão de Armas do Forte Duque de Caxias

Quem pensa que o Rio de Janeiro só oferece glamour, belas paisagens ou praias requentadas, está tendo uma visão extremamente equivocada. O Estado já foi capital do Brasil e possui alto acervo histórico sobre as movimentações políticas e militares do país. Um deles é o Forte Duque de Caxias que está reaberto para o público depois de reforma que durou quase um ano. 

Ele está localizado no bairro do Leme, zona sul carioca, dentro de região florestal protegida. A visão ao redor traz a típica e maravilhosa característica silvestre da Mata Atlântica. De lá é possível contemplar diversas visões memoráveis como: a praia de Copacabana, o bonde do Pão de Açúcar e o pedaço do Corcovado onde fica o Cristo Redentor, considerado popularmente como a sétima maravilha do mundo.

Na entrada existem duas arvores onipresentes que sombreiam a típica construção militar imperial que traz traços bem góticos por fora. O teto do interior é encurvado. Existe um imenso corredor principal que liga às diversas salas. Depois da reforma os artefatos militares estão muito mais organizados para a observação turística. Definitivamente este se tornou um museu militar digno de ser incluso no roteiro de qualquer turista ávido por informações históricas do Brasil.

Foi criado em 1776 com o nome de Forte do Vigia. Depois da Proclamação da Republica passou a se chamar Forte do Leme, para então, em 1963, carregar o nome que dura até hoje, Forte Duque de Caxias. Ele já foi palco de inúmeros fatos históricos, principalmente intervenções políticas e civis que marcaram bastante a vida dos cariocas e brasileiros.

O seu objetivo inicial era a de proteger as fronteiras das colônias portuguesas uma vez que a região da Ilha de Santa Catarina estava sendo ameaçada por tropas espanholas. A colônia cresceu junto com os objetivos do Forte. Pode-se dizer que ele esteve presente explicitamente em todas as guerras em que o Brasil, ou o Rio de Janeiro, se envolveu dentro do período pós-colonial até à segunda guerra mundial.

Segundo o Coronel Joel Francisco, chefe da subdivisão do forte, a principal função do forte é regatar a memória e a história do nosso país para as gerações futuras. De fato, praticamente em todos os dias de visitação existe pelo menos um turismo escolar. Este tesouro nacional sobre a memória da nação está aberto de terça à quinta, das 9h30 às 16h30. O custo do ingresso de entrada é quatro reais, estudantes e idosos pagam metade do preço.

Foto: Carlos Luis da Cruz

Autor: Renato Duarte Plantier

Redator na rede de blogs The Diktyo SL. Coproprietário e Redator de blogs informativos em AsemioticanaWeb

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