Noruega, terra dos vikings e dos fiordes

Paisagem natural da Noruega

Não se sabe muito sobre o passado remoto norueguês. Grande parte de sua história está baseada em lendas, nas sagas que contam as aventuras do belicoso povo Viking, um dos mais temidos do mundo antigo, ou descrita em alguns textos clássicos a partir do século I dC.

Até finais do século IX, a Noruega, juntamente com Dinamarca e Suécia, formavam um só território, conhecido como Península Escandinávia. Na época, as terras eram divididas entre chefes tribais que governavam de forma independente suas tribos. Até este período da história, a região era pouquíssimo conhecida pelos povos do sul europeu. Não passava de uma referência geográfica, que indicava onde o mundo terminava. Foi no período de expansão marítima destes povos nórdicos, iniciado em finais do século IX, que esse quadro modificou-se e a fama viking alastrou-se pelo mondo conhecido.

Atualmente, a  Noruega é famosa pelas suas paisagens de belezas naturais muito bem preservadas – cerca de 90% de seu território é formado por campos e florestas. No inverno, às três horas da tarde, o céu norueguês já está coberto de estrelas, e seus campos, de neve.Esta é a época em que a população sai para esquiar nas montanhas ou praticar o snowboard. Na estação mais quente do ano, entre os meses de julho e agosto, o sol começa a ser pôr a partir das dez horas da noite. Por isso ficou conhecida como a ‘Terra do Sol da Meia Noite’.

Apesar do interior do país ser muito frio – um cadeia de montanhas atravessa esta faixa de terra em todo o seu comprimento – a faixa litorânea durante o verão tem o clima amenizado pelas correntes do Golfo do México, alcançando temperaturas médias de 30°C. Portanto, ocasião perfeita para passeios de barco em meio ao deslumbrante cenário dos fiordes.

Quase toda a extensão da costa norueguesa é habitada. Sua paisagem é pontuada por praias belíssimas, cidades costeiras bastante movimentadas e prósperos vilarejos de pescadores.
Mas é na costa sul que os verões conseguem atingir as mais altas temperaturas do país, chegando à marca dos 35°C. Já a costa oeste é famosa pelos esportes aquáticos – rafting, mergulho, atividades de pescaria, e muitos outros. Na costa norte é onde estão concentradas a maior parte das vilas de pescadores, sendo que algumas delas parecem ter parado no tempo.

Os fiordes noruegueses

Espetáculo de rara beleza, os fiordes são antigas depressões, escavadas nas montanhas pelas grandes geleiras na era glacial, e posteriormente invadidas pelo mar. Estas impressionantes formações geológicas, que recortam todo o litoral norueguês e avançam pelo interior do país, são os mais extensos e escarpados do mundo. Nos passeios de barco, paredões imensos, montanhas e picos esplêndidos erguem-se imponentes em ambos os lados; nos canais, que se alargam e estreitam durante todo o percurso, as águas variam do azul claro ao verde esmeralda, pois são alimentados pelas águas de rios e degelo.

Fiorde na Noruega

Em alguns locais nos fiordes formam-se corredeiras, perfeitas para a prática do rafting, e até algumas cascatas que descem pelas montanhas, como aquelas batizadas de ‘As Sete Irmãs’ e ‘O Pretendente’, ambas no fiorde de Geiranger (Geirangerfjord) , porém cada uma em um extremo. Dizem que o ‘Pretendente’ tenta namorar uma das ‘Sete Irmãs’ do outro lado.

Outras atividades muito populares são a pesca, praticada principalmente por pescadores locais, e a canoagem. Na parte terrestre, as montanhas nos arredores são indicadas para quem gosta de praticar o trekking (caminhadas em trilhas) ou andar à cavalo. Durante os meses de inverno, esquiar torna-se a principal atividade. Em 2005, este fiorde entrou para a lista de Patrimônio da Humanidade, da UNESCO.

Mas se o fiorde de Geiranger é o mais popular, o de Sogne (Sognefjord) ganha em termos de tamanho – é o maior e mais profundo fiorde norueguês e o segundo maior do mundo; seus paredões alcançam mais de 1000 metros de altitude.

Respectivamente em 2009 e em 2011, por conta deste espetáculo da natureza, a Revista National Geographic  Traveler elegeu os fiordes noruegueses como uma das melhores atrações turísticas naturais do mundo.

Que tal se hospedar em um farol?

Ao longo da costa também encontramos vários faróis, localizados na ‘boca’ dos fiordes. Todos foram gradualmente desativados e a maioria transformados em acomodações para turistas. Fica-se hospedado nas casas anexas aos faróis, nas antigas moradias dos faroleiros. Hoje já são mais de 50 faróis que oferecem este tipo de serviço.

Localizados próximos a vilarejos de pescadores, esta experiência de hospedagem tende a ser bastante interessante. Em alguns casos, você estará completamente sozinho e imerso numa quietude que chega a assustar os mais habituados aos barulhentos centros urbanos. Em outros casos, você será convidado pela hospitaleira comunidade das vilas a participar de suas atividades habituais, como ir até os pubs locais e só sair de lá altas horas da noite ou sair para pescar com os nativos.

Oslo, a capital norueguesa

Cidade litorânea construída no fundo de um fiorde, Oslo já conta com mais de 900 anos de história e é a capital mais antiga da Península Escandinava. Uma de suas áreas mais movimentadas é a Aker Brygge. Antiga área portuária, foi reformada e hoje conta com muitas lojas, cinemas, bares e restaurantes.

Oslo é uma cidade com uma intensa vida cultural. Mas é no centro da cidade, na rua principal, a Karl Johans e proximidades, que estão concentrados os principais monumentos e prédios históricos, como o Museu Nacional de Oslo (Nasjonalgalleriet) , que possui o maior acervo de obras de arte da Noruega;  o Museu Munch, que reúne obras do artista Edvard Munch, o pintor da famosa obra “O Grito”; o Museu Ibsen, dedicado à vida e obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828 – 1906); e Kongelige Slottet, palácio dos reis noruegueses, construído entre 1825 e 1848, que, apesar de não estar aberto à visitação, nos seus jardins pode-se assistir diariamente à cerimônica da troca da guarda real. E o prédio da prefeitura de Oslo (Oslo City Hall) , é famoso por ser o local onde o Prêmio Nobel da Paz é entregue. Querendo adquirir algum artesanato, saiba que encontrará muitos vendedores na área próxima ao prédio.

Periferia de Oslo

Além dos seus mais de 50 museus, Oslo ainda concentra uma grande quantidade de parques. O mais visitado é o Vigeland Park, um verdadeiro museu ao ar livre – em uma área de 32 hectares estão espalhadas diversas esculturas de ferro, bronze e granito, criadas a partir de 1924, pelo artista Gustav Vigeland.

Península Bygdoy

É a região de praias a oeste da cidade de Oslo. Restaurantes, cafés e bares distribuem-se por suas ruas e avenidas, além de várias outras atrações, como galerias de arte e museus.

Não deixe de visitar o famoso museu viking – o Vikingskipshuset – que exibe antigas embarcações vikings do século IX. Foram resgatados, em ótimo estado de conservação, a partir de 1867. Todos estavam enterrados junto à tumba dos seus donos, como era o costume daqueles tempos, e estão muito bem conservados.

Outra atração imperdível é o Museu Histórico-Cultural Norueguês (Norsk Folkemuseum). Exibe uma vasta coleção de artefatos e utensílios utilizados na época. As atrações ao ar livre, que acontecem apenas durante o verão, conta como era a vida em aldeia na Noruega desde o século XVI até a presente data.

Fotos: Christian Haugen, Michael Gwyther-Jones, M. prinke no Flickr

Autor: Miriam Waltrick

Blogger na rede The Diktyo SL.Jornalista Freelance e Escritora.Curso Sequencial de Marketing pela Universidade do Sul de Santa Catarina.Curso de Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina.Formada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina.

7 comentários em “Noruega, terra dos vikings e dos fiordes”

  1. Cara Miriam sempre muito interessante seus artigos, com toda informações precisa para descobrir este país maravilhoso. Obrigado.

  2. Olá Raquel, e obrigada! Realmente a Noruega é uma terra bastante exótica. Aqueles fiordes são impagáveis. Acho que mesmo para aqueles que não gostam do frio (mesmo no verão, as temperaturas ainda são baixas se comparadas as de um país tropical, por exemplo)vale a pena visitar por conta das paisagens naturais, dos aconchegantes vilarejos de pescadores e de seus museus.
    Abraços!
    Miriam

    1. Olá Gladys, fico feliz por teres gostado! Com certeza, é uma viagem altamente recomendada… principalmente para quem curte um friozinho tendo como pano de fundo uma paisagem deslumbrante :))
      Abraços!
      Miriam Waltrick

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