Conheça os Patrimônios Culturais da Humanidade brasileiros

O centro histórico de Diamantina, em Minas Gerais.

Cidades e monumentos que são Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO aparecem em todas as guias de viagem e atraem a atenção de turistas de todo o mundo. Muitos viajantes lêem os itens que aparecem na lista de patrimônio da UNESCO para planejar suas férias e isto, alem da sua beleza natural, faz que sejam visitados por milhares de turistas anualmente.

O título de Patrimônio Cultural da Humanidade é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (UNESCO) a os monumentos, edifícios, trechos urbanos e até ambientes naturais de importância paisagística que tenham valor histórico, estético, arqueológico, científico, etnológico ou antropológico. Com esta lista, a UNESCO busca catalogar e ajudar na identificação, proteção e preservação destes bens culturais.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) foi fundada no 16 de Novembro de 1945 pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de contribuir para a paz e a segurança no mundo através da educação, a ciência, a cultura e as comunicações.

Confira a lista dos dez locais brasileiros Patrimônios Culturais da Humanidade e veja a data em que ganharam a distinção da UNESCO:

  • A cidade histórica de Ouro Preto, Minas Gerais (1980)
  • O centro histórico de Olinda, Pernambuco (1982)
  • As ruínas jesuítico-guaranis de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul (1983)
  • O centro histórico de Salvador, Bahia (1985)
  • O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (1985)
  • Brasília (Plano Piloto) (1987)
  • O Parque Nacional da Serra da Capivara, Piauí (1991)
  • O centro histórico de São Luís, Maranhão (1997)
  • O centro histórico de Diamantina, Minas Gerais (1999)
  • O centro histórico da Cidade de Goiás (2001)

Você pode ler mais informações sobre alguns desses lugares em posts de ViagemHoje:

Foto da Diamantina: Vanessa Cristina (Away) no Flickr

Mariana, a memória de um período importante da história do Brasil

Centro histórico de Minas Gerais durante a noite

Muito antes de Belo Horizonte se tornar a capital do estado de Minas Gerais, o lugar que ocupava esse posto era a cidade de Mariana. Encravada nas montanhas mineiras, este município de pouco mais de 50 mil habitantes pode não ter o charme e a fama da vizinha Ouro Preto, mas é uma parada obrigatória para quem visita as cidades históricas de Minas. Mesmo não estando muito bem conservado, o lugar guarda verdadeiras preciosidades do período colonial do Brasil. Com suas ladeiras estreitas e empedradas, Mariana foi a primeira cidade e capital da então Capitania de Minas Gerais. No século XVII, foi uma das maiores vilas produtoras de ouro para a Coroa Portuguesa.

Para chegar a Mariana, a maneira mais eficiente e interessante é com a Maria Fumaça vinda de Ouro Preto. Durante o trajeto, os visitantes podem apreciar as cachoeiras, matas e pequenos vilarejos. É uma verdadeira aula de história ao ar livre e com quase de uma hora de duração.

Em 1696, um grupo de bandeirantes descobriu a existência de ouro na região do Ribeirão do Carmo e ali se fixaram. Em 1745, a Vila Ribeirão do Carmo foi elevada à categoria de cidade com o nome de Mariana. A escolha foi em homenagem para a mulher de Dom João V, Maria Ana d’Áustria. Com o passar do tempo, a cidade foi crescendo e os casarões e igrejas de arquitetura barroca foram surgindo no local. Várias obras de Francisco Xavier de Brito, Mestre Atayde e Antônio Francisco Lisboa (Aleijadinho), podem ser encontradas na cidade.

Mariana, assim como as demais cidades históricas de Minas, atrai visitantes em busca dos tradicionais blocos de carnaval de rua que tomam conta das ruas da cidade. Essa é a época do ano em que a cidade mais recebe visitantes. Mas, além do carnaval, as procissões religiosas da Semana Santa também lotam as ruas do município.

Dentre os principais pontos turísticos de Mariana, a Praça Minas Gerais se destaca por abrigar três monumentos históricos: a antiga Casa da Câmara e Cadeia, a Igreja São Francisco de Assis e a Igreja Nossa Senhora do Carmo. A melhor maneira de fazer um tour pela cidade é a pé. Por ser a única cidade histórica de Minas que foi planejada, as ruas são mais fáceis de serem percorridas andando. Passando pelos casarões da Rua Direita, logo adiante está a Praça da Sé, com a Igreja de mesmo nome. O local é um dos principais cartões postais de Mariana. A cidade também é repleta de museus e galerias de arte sacra que valem a pena serem visitados. Para os mais aventureiros, a dica é escolher uma das trilhas em meio ao Parque Nacional do Itacolomi e passear no meio da Mata Atlântica.

Foto: mICHEL sALDANHA no Flickr